Profissionais de Saúde Animal

Os profissionais que trabalham na área da saúde animal, como médicos, enfermeiros e auxiliares veterinários têm, de acordo com um estudo publicado pelo CDC e em comparação com a população em geral, o dobro da prevalência de problemas psicológicos e uma probabilidade 1.8 vezes maior de sofrerem de episódios depressivos. Verificou-se também que 1 em cada 6 irá considerar cometer suicídio ao longo da sua carreira. Estes resultados repetem-se noutras partes do mundo e Portugal não é, certamente, exceção.

Os fatores que levam a este cenário são vários mas estão intimamente relacionados com a prática da Medicina Veterinária e, consequentemente, com as características que lhe são inerentes. A natureza do trabalho que é desenvolvido diariamente num CAMV expõe os profissionais a um conjunto de stressors distintos que tendem a ter um efeito cumulativo, contribuindo assim para o desenvolvimento de problemas como:

  • Ansiedade;
  • Depressão;
  •  Burnout;
  • Fadiga por Compaixão;
  •  Moral Distress.

Estes problemas devem ser abordados com a urgência, relevância e importância que lhes é devida. Dar a conhecer a sua existência, quais as diferenças e o que caracteriza cada um dos diagnósticos acima mencionados, quais as estratégias de prevenção que podem e devem ser adoptadas pelos CAMVs e como adereçar casos já existentes, são pontos fundamentais na promoção da saúde mental dos profissionais de saúde animal. Diminuir o estigma (ainda) associado a esta temática é, também, uma parte fulcral no processo.

Como podemos, então, reduzir a percentagem de profissionais veterinários que vêm a sua saúde mental prejudicada devido à sua atividade profissional? As estratégias são diversas: apostar na formação das equipas relativamente a este tema, promover práticas que estimulem um bom equilíbrio entre as vidas pessoal e profissional, reconhecimento e valorização profissionais, promoção de práticas de self care, entre muitas outras.

A terapia floral pode ser uma poderosa aliada neste processo. Os florais irão ajudar o profissional a trabalhar quaisquer sentimentos que possam estar a surgir, como a perda de autoconfiança, angústia ou desespero mentais, tristeza, ansiedade, cansaço e exaustão, apatia, raiva, sentimento de revolta, medo de perder o controlo, entre muitos outros. Os primeiros sinais de uma fadiga por compaixão ou de um burnout podem ser subtis, mas não devem ser ignorados. O primeiro passo para um tratamento bem-sucedido? Pedir ajuda. Vamos cuidar de quem cuida?